Incêndio na Terra Indígena Maxakali chega ao terceiro dia em Minas Gerais; acompanhe

13/10/2026

Fonte:https://www.otempo.com.br/cidades/2026/10/13/incendio-na-terra-indigena-maxakali-chega-ao-terceiro-dia-em-minas-gerais-acompanhe

Força-tarefa reúne 26 combatentes; extensão da área atingida e informações sobre possíveis vítimas ainda não foram divulgadas

 

Fotos mostram enormes nuvens de fumaça no entorno da comunidade

Fotos mostram enormes nuvens de fumaça no entorno da comunidadeFoto: BOMBEIROS/DIVULGAÇÃO

 

Por Janaina Veloso*: Um incêndio florestal na Terra Indígena Maxakali, em Santa Helena de Minas, no Vale do Mucuri, chega ao terceiro dia nesta terça-feira (13/10). Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a corporação foi acionada por um funcionário do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por volta das 18h de domingo (11/10).

 

O território abriga parte do povo Tikmũ’ũn, também conhecido como Maxakali. A população soma cerca de 2,6 mil pessoas, distribuídas em quatro territórios indígenas de Minas Gerais: Água Boa (Santa Helena de Minas), Pradinho (Bertópolis), Aldeia Verde (Ladainha), Cachoeirinha e Aldeia-Escola Floresta (Teófilo Otoni).

 

Uma força-tarefa formada por 11 bombeiros militares e 15 brigadistas atua no combate às chamas. Até o momento, não foram divulgadas a extensão da área queimada nem informações sobre possíveis vítimas.

Crise humanitária

O incêndio de grandes proporções acontece em meio a uma crise humanitária vivida pelo povo Maxakali. Em julho deste ano, a comunidade recebeu a visita de uma comitiva formada por mais de 20 instituições dos três poderes e das esferas municipal, estadual e federal.

A comitiva foi montada após um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) indicar que a aldeia estaria com uma taxa de mortalidade infantil de 66,7 mortes por mil nascidos vivos, quase seis vezes superior à média nacional, de 11,9.

O estudo do Laboratório Interdisciplinar e Interepistêmico em Saúde Coletiva (LISC) da instituição mostra que a proporção de mortes de crianças de 1 a 4 anos nas terras indígenas Maxakali é 30 vezes maior do que a registrada nos municípios vizinhos. A comunidade perde 15% dos integrantes ainda na infância, enquanto entre a população não indígena esse índice é de 0,5%.

 

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