
Vítimas relatam revolta e constrangimento
A estudante de História da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Laura Aparecida Silva, de 22 anos, que é bandeireira no terno de Congado, contou que o episódio foi vivido com tristeza e revolta. Segundo ela, o ataque aconteceu de forma inesperada, durante a manifestação cultural e religiosa.
“Uma moradora jogou xixi em nós. Tinha uma criança na janela, vendo a gente passar e a pessoa não mostrou o rosto, apenas esticou o braço e despejou o líquido. É muito revoltante e eu me senti muito humilhada”, contou.
O vídeo gravado pela bandeireira após o ataque viralizou nas redes sociais. Assista acima.
Ao g1, Laura também relatou o constrangimento vivido após o ataque.
“Gravei o vídeo com a garganta entalada, o choro bem entalado, porque é uma situação revoltante. Isso é uma agressão muito séria. E eu fiquei com muita vergonha na hora de ir embora para minha casa, porque quando eu fui entrar dentro do Uber, tive que explicar a situação. E quando cheguei na minha casa, eu chorei bastante”, desabafou Laura.
Outra integrante do grupo, Silvana Rodrigues, também afirmou ter sido atingida e comentou o impacto emocional da situação. “Cheguei em casa com muita raiva, chorei de raiva, porque isso dói na gente demais, essa humilhação, é repugnante”.
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