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Passados dois meses do crime da Vale em Brumadinho, sem-terra atingidos ainda não receberam nenhum tipo de reparação

Ao todo, 22 áreas de acampamentos e assentamentos do MST foram atingidas pela lama da Vale em Minas Gerais e no Espírito Santo - Créditos: Foto: MST
Ao todo, 22 áreas de acampamentos e assentamentos do MST foram atingidas pela lama da Vale em Minas Gerais e no Espírito Santo / Foto: MST

Na sexta-feira (5) o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) entrega para o Ministério Público, Assembleia Legislativa e governo de Minas Gerais um laudo técnico sobre o impacto do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão na vida das famílias sem-terra.

Cerca de mil acampados e assentados do movimento estão com suas produções completamente paralisadas e enfrentam problemas de saúde como alergias e aumento dos casos de dengue. Os atingidos são do assentamento 02 de julho, em Betim e dos acampamentos Zequinha e Pátria Livre – ambos em São Joaquim de Bicas. Os dois últimos territórios são do empresário, também ligado ao setor minerário, Eike Batista e foram ocupados durante a Jornada de Lutas Contra os Corruptos, realizada em 2017 pelo MST.

O levantamento sobre os impactos causados às famílias sem-terra foi elaborado por técnicos agrônomos da Universidade Federal de Minas Gerais e de Ouro Preto, com o respaldo da Emater. O movimento denuncia que até agora nenhuma família foi reparada pelos danos e que a mineradora não estabeleceu nenhum tipo de diálogo com a comunidade.

“As famílias que já viviam em uma situação de vulnerabilidade, por causa dessa crise econômica mundial, agora sem pesca e sem condições de irrigar suas plantações, vivem numa situação de extrema vulnerabilidade, com dificuldades até para se alimentar”, denuncia Sílvio Netto, da coordenação nacional do MST.

Foto: MST

Netto destaca que o ato político de entrega do laudo também será uma forma de cobrar que a empresa seja responsabilizada judicialmente pelo crime, que cumpra com todos os acordos e pague o mais rápido possível todas as indenizações coletivas.

“O documento estabelece um cronograma de indenização das famílias atingidas. Nossa expectativa é que mediação do Ministério Público ajude a desbloquear essa ação emergencial para as famílias”, reforça.

Ao todo, 22 áreas de acampamentos e assentamentos do MST foram atingidas pela lama da Vale em Minas Gerais e no Espírito Santo. O ato político em apoio aos sem-terra atingidos pela mineração acontece nesta sexta-feira, 5 de abril, às 16 horas, no Acampamento Pátria Livre, em São Joaquim de Bicas (MG).