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Artigo: O poder da Caverna Sagrada Kamukuwaká – Mitos, Matas e Desafios

31/12/2018

Alenice Baeta

Legenda: Líder indígena mostrando detalhes e magias da caverna Kamukuwaká, vale do Batovi, Paranatinga-MT. Fonte da foto: https://aalquimiadacura.blogspot.com/2016/09/historia-povo-wauja-waura-familia.html

Em setembro de 2018 foi noticiada a depredação de conjuntos de grafismos rupestres antiquíssimos na caverna Kamukuwaká, situada no município de Paranatinga, estado do Mato Grosso, às margens do rio Tamitatoala ou Batovi, Alto Xingu, na Bacia Amazônica.

Esta caverna, que fica próxima de uma grande cachoeira, é considerada sagrada e de grande importância histórica e espiritual para as onze etnias indígenas que vivem no Xingu. Segundo a cosmologia do povo Wauja ou Waurá (falantes da língua maipure, da família arawak), esta gruta seria lar do ancestral guerreiro Kamukuwaká, que ali teria se defendido dos ataques do inimigo, o Kamo, que invejava a sua beleza e a sua força, transformando a sua casa em pedra, tentando atacá-lo; mas com a ajuda de pássaros foi aberto um buraco no teto rochoso, e assim Kamukuwaká e seus familiares conseguiram escapar para o céu, livrando-se da emboscada. Os Wauja consideram que há algumas figurações esculpidas nas paredes de sua entrada que representam também a fecundidade da mulher e estas teriam o poder mágico de aumentar a fertilidade das coisas vivas. Ali seria ainda a residência de espíritos Wauja, chamados “Inyãkãnãu”, ou “aqueles que ensinam”.  Os espíritos guiam os xamãs, os Yakapa, que aparecem em visões ajudando a curar os doentes e a promover a harmonia nas aldeias, reativando por meio de terapias rituais as relações divinatórias. Nos últimos anos, a caverna, apesar da distância das atuais aldeias, também estava sendo utilizada como local de ensinamentos para as crianças e jovens indígenas do Xingu por meio de recursos musicais e artísticos, dons que tão bem dominam, pois segundo eles, a música molda um padrão de convivência produtivo, místico e de grande sociabilidade. (Mello, 1999; Barcelos Neto, 2001)

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