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Antonio Cruz/ Agência Brasil

Três anos depois do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG) – que matou 19 pessoas e destruiu o distrito de Bento Rodrigues – relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciam que ainda não existe no Brasil uma avaliação completa dos danos gerados nem uma resposta adequada às comunidades afetadas; seis relatores especiais da ONU criticaram as medidas adotadas pelas autoridades e pelas empresas, a suposta falta de transparência no processo de avaliação dos danos e a limitada participação da sociedade civil nos órgãos criados para tratar da crise.

Três anos depois do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG) – que matou 19 pessoas e destruiu o distrito de Bento Rodrigues –, relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciam que ainda não existe no Brasil uma avaliação completa dos danos gerados nem uma resposta adequada às comunidades afetadas, segundo aponta reportagem do Estado de S.Paulo.

Em uma carta confidencial de 11 páginas enviada ao governo brasileiro, seis relatores especiais da ONU criticaram as medidas adotadas pelas autoridades e pelas empresas, a suposta falta de transparência no processo de avaliação dos danos e a limitada participação da sociedade civil nos órgãos criados para tratar da crise. O governo brasileiro respondeu a carta, mas nos bastidores a ONU afirma que manterá a pressão.

Em 5 de novembro de 2015, a barragem da Samarco rompeu e um rastro de lama desceu, destruindo flora e fauna. A lama atingiu o Rio Doce e alcançou o Oceano Atlântico pelo litoral do Espírito Santo, onde está a foz do curso d’água.

A carta critica o não avanço do reassentamento dos moradores e qualidade da água; “Gostaríamos de expressar nossa preocupação em relação à falta de progresso em remediar a situação afetada pelo desastre, que é o resultado, de certa forma, da falta de uma avaliação robusta dos danos socioambientais e socioeconômicos, incluindo as consequências sobre a saúde”, diz um trecho.