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Nota de repúdio do CEDEFES

29/11/2018

Mesa de Debate com lideranças indígenas e tribais no Congresso Intercutural de Resistência Maraka’nà- COIREM (15 a 20/11/2018) no Rio de Janeiro/RJ. Foto: Alenice Baeta/CEDEFES.

O Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva-CEDEFES vem a público, por meio desta nota, manifestar seu total repúdio à invasão de policiais à paisana armados no Congresso Intercutural de Resistência  Maraka’nà- COIREM 2018 na Aldeia Maracanã, Rio de Janeiro.

Absurdo mais este ato de repressão policial em pleno evento dedicado a justamente discutir e denunciar a violência de Estado sofrida pelos povos tradicionais no Brasil e no mundo.  Estavam presentes nesse congresso representantes das etnias Guajajara, Ashaninka, Korubo, Tembé, Puri, Kariri, Arwak, Pataxó, Xucuru, WaiWai, Guarani, Kaiowa, entre outras, além de inúmeros ativistas e representantes de entidades e de ONGs que apoiam a  causa indígena, dentre elas, o CEDEFES.

O CEDEFES se solidariza totalmente com a comunidade da aldeia indígena Maraka’nà, composta por homens, mulheres, adolescentes, crianças e idosos, e externa a sua grande preocupação e indignação com mais esta absurda invasão militar em um território indígena, chamando a atenção para a necessidade urgente de discutirmos com mais firmeza e vigor as ameaças que os indígenas vêm sofrendo, sobretudo nos últimos meses, com anúncios e ameaças de caráter terrorista de políticas racistas e de intolerância junto aos povos tradicionais e tribais por parte dos governos eleitos estadual do Rio de Janeiro e Federal.

Belo Horizonte, 29 de Novembro de 2018.

 

Mensagem emblemática, dentre várias, inscrita na parede do prédio histórico do Museu do Índio na Aldeia Maraka’nà, Rio de Janeiro/RJ. Foto: Alenice Baeta/CEDEFES

 

Abaixo link com matéria completa sobre esta absurda invasão policial:

http://www.midia1508.org/2018/11/26/policiais-a-paisana-invadem-congresso-indigena-na-aldeia-maracana/

Abaixo link sobre a história de luta e o simbolismo da aldeia Maraka’nà:

http://www.cedefes.org.br/aldeia-maracana-simbolo-de-mistica-e-de-resistencia-indigena-em-contexto-urbano/