Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Bem Vindo ao Portal CEDEFES,
Notícias
Institucional Loja virtual Colunistas Biblioteca Projetos Contato
Afro Brasileiros
Povos Indígenas  
Questões da terra  
Direitos Humanos  
Educação  
Política  
   



16/05/2013
2º Seminário Regional de Saúde Mental Indígena - Brasília‏


08/05/2013
X Edición del Festival de Cine y Derechos Humanos de Barcelona


08/05/2013
Encontro sobre a conjuntura Quilombola












Ameaça em Buritizeiro - MG
Filho de fazendeiro, advogado, ameaça trabalhador posseiro, destrói casa e plantação e furta-lhes os pertences
22/09/2010
Nesta terça-feira, 21/09/10, o casal, Carlos Lopes da Conceição, 53 anos, e Ildete Peixoto Lopes, 47 anos, vazanteiros/pescadores, tiveram sua casa, suas plantações e criações destruídas e furtadas pelo Daniel Freitas Rezende, “advogado”. Este é filho do Fazendeiro José Wanderlino Rezende, ambos são residentes no município de Patos de Minas e são donos da Fazenda Passagem Real, município de Buritizeiro, limite com o município de Ibiaí.
Por volta das 7h30, Daniel, acompanhados de dois homens, foi até a cidade de Ibiaí na casa, onde se encontrava o Senhor Carlinhos e esposa. O mesmo apresentou um dos seus acompanhantes como sargento da polícia de Patos de Minas, o qual estava armado, porém sem uniforme. Numa tentativa de intimidação comunicou que estava ali para negociar a saída do casal da sua posse, apresentando documento para assinatura e possível pagamento. O casal, analfabeto, afirmou que não iria fazer nenhuma negociação sem uma orientação de pessoas confiáveis. Daniel se irritou e fez ameaças de derruba a casa e disse que os mesmos estavam proibidos de comparecerem no local da posse.
Às 13h00, o casal foi avisado por vizinhos que a sua moradia tinha sido derrubada.
Os agentes da Comissão Pastoral da Terra, em Buritizeiro ao serem informados acionaram a polícia militar que se dirigiu ao local e registrou o BO.
In Loco, foram encontrados funcionários da fazenda recolhendo a madeira que sobrou da demolição, haviam recebido ordens do Daniel de limpar a área. Segundo, um dos funcionários foi o próprio patrão que dirigiu o trator utilizado para demolir a moradia do casal. Foram levados vários pertences para a sede da fazenda, inclusive a tralha de pesca, dizendo que o Casal teria que ir buscar e pedir autorização ao mesmo. O casal que, além de vazanteiro, é pescador está impossibilitado de pescar. Sua subsistência está ameaçada, pois tiveram suas plantações destruídas, as criações desapareceram (cerca de 200 cabeças de galinhas).
O Sr. Carlos e Dona Ildete, são vazanteiros/pescadores, pais de 04 filhos, trabalharam na fazenda, conhecida como Passagem Real, do Sr. Wanderlino, por quase 20 anos sem registro algum. Neste tempo o pagamento que lhes era passado, era somente a metade do valor do dia de serviço. Segundo, Ildete, ela trabalhava nos serviços pesados tanto quanto o esposo, arrancando toco, plantando capim, batendo pasto, abrindo buracos, etc, usando ferramentas pesadas, como machado, enxadão, enxada e foices. Paralelamente a este trabalho de empregados, o casal trabalhava também, como meeiros, num outro terreno concedido pelo patrão. Este, portanto, explorava duas vezes os seus trabalhadores, pelo trabalho não pago ou mal pago e pela meia que exigia deles na colheita da roça.
A partir de 2000, devido o avanço da doença de Chagas, provavelmente, contraída nas mediações da própria fazenda, os mesmos não puderam mais exercer trabalhos pesados. Foi quando, procurando meio de sobrevivência, passaram a fixar residência, numa faixa de terra onde já trabalhava nestes anos todos, enquanto prestava serviços ao fazendeiro. Trata-se de uma média de 03 a 04 hectares, nos fundos da referida fazenda, a uns 100 metros até a encosta do rio São Francisco.
O conflito acirrou a partir da última semana de agosto/2010 com ameaças, derrubadas de cerca e introdução do gado na plantação do casal em setembro/2010 conforme denúncia anterior.
A comissão Pastoral da Terra repudia a violência do latifúndio coronelista que em pleno século XXI intitula-se como  a própria lei e violenta os direitos humanos. Solicitamos aos órgãos responsáveis que tomem as providências cabíveis.


Voltar

Fonte: CPT


Versão para impressão


Bookmark and Share
Rua Demétrio Ribeiro, 195 | Vera Cruz - Belo Horizonte - MG - CEP: 30285-680
Telefones: (31) 3224-7659 | 3047-7801
cedefes@cedefes.org.br
O Cedefes estimula a reprodução de textos e informações, desde que citada a fonte.
Desenvolvido por Web Nativa |
Criação de sites