A Comissão Pastoral da Terra – CPT/MG – vem a público denunciar o injusto e covarde despejo de 25 famílias Sem Terra do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - , da Fazenda Covanca Pacui, no município de Campo Azul, no Norte de Minas, acontecido, hoje, dia 28 de janeiro de 2010, dia em que há seis anos atrás, 4 fiscais do Ministério do Trabalho foram covardemente massacrados no município de Unaí, no Noroeste de Minas.
A Polícia militar, cumprindo Ordem de reintegração de posse do Juiz Federal Wellington Militão, expulsou sumariamente com truculência as 25 famílias de Sem Terra que ocupavam a Fazenda Covanca. Essa ação da polícia a mando de um juiz injusto fere flagrantemente o Plano Nacional de Direitos Humanos 3, que prescreve o acompanhamento do processo de reintegração por Comissão de Direitos Humanos.
O acampamento já foi despejado 5 vezes. As famílias plantaram 20 sacos de milho e muitos outros cereais e hortaliças. Foram impedidas, inclusive, de fazer a colheita.
A Fazenda Covanca já foi vistoriada pelo INCRA. Considerada improdutiva e sem cumprir sua função social, já está com decreto de desapropriação e imissão na posse da terra. A proprietária da Fazenda é sócia de Luciano Farah, o assassino do promotor Francisco Lins, em Belo Horizonte.
A situação das famílias despejadas é de desespero e o clima é muito tenso na região.
A CPT exige que o direito à terra das famílias seja respeitado. Que o poder judiciário reveja sua posição equivocada, que o INCRA consume a imissão na posse.
Enfim, exigimos que o Governo Federal e o poder judiciário sejam promotores de reforma agrária no chão e não apenas no papel. Abaixo a criminalização do MST e dos pobres camponeses que lutam por direitos humanos.