27/12/2012 Ex-presidente da UDR será julgado em fevereiro acusado de matar Sem Terra Marcos Prochet, ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR), vai a Júri Popular no dia 4 de fevereiro de 2013, em Curitiba, acusado de assassinar o agricultor integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Sebastião Camargo Filho, de 65 anos. As investigações sobre o caso apontam Prochet como autor do disparo que matou o trabalhador, durante um despejo ilegal envolvendo cerca de 30 pistoleiros integrantes de milícia organizada pela UDR, em 1998, no Noroeste do Paraná.
21/12/2012 Por que cresce a violência no campo? A violência rural é histórica, no sentido que é praticada pelas elites fundiárias sobre as populações com ou sem terra. O governo tem implementado políticas de combate à violência rural, mas tem sido pouco eficaz. Por outro lado, a resistência dos ruralistas no campo e a da Bancada Ruralista no Congresso Nacional, tem sido eficiente na obstrução das propostas e políticas públicas que se propõem a erradicar a violência no campo.
21/12/2012 Organizações e entidades se mobilizam em apoio a condenação de Chafik Organizações, coletivos, entidades e sindicatos que apóiam as causas populares se mobilizaram e elaboraram um Manifesto em apoio ao MST, à Reforma Agrária e pela condenação de Adriano Chafik, mandante do Massacre de Felisburgo.
21/12/2012 TV Globo e os terroristas do campo Em outubro de 2009, integrantes do MST ocuparam uma fazenda grilada pela empresa Cutrale no município de Iaras (SP). Revoltados com a lentidão da reforma agrária, ativistas destruíram pés de laranja com tratores. Apesar da direção do movimento ter criticado a iniciativa, a cena foi superexplorada pela mídia ruralista. A TV Globo, já em campanha para a sucessão de 2010, reproduziu o vídeo inúmeras vezes. Ontem, porém, ela silenciou sobre uma ação terrorista dos ruralistas em terras indígenas no Mato Grosso.
15/12/2012 Proibição de uso de quatro venenos e restrições à pulverização aérea das monoculturas ameaçam diminuir lucro do agronegócio e revoltam ruralistas* Nota: Não são apenas as abelhas e outros polinizadores que são mortos por esses venenos, levando a um prejuízo incalculável (esse sim) para o futuro do meio ambiente e da humanidade. A pulverização aérea desses produtos envenena igualmente terras, águas e vidas de comunidades tradicionais e de camponeses, e os voos rasantes são muitas vezes usados inclusive para expulsá-los de suas terras. No Ceará, José Maria do Tomé, liderança camponesa, foi assassinado em abril de 2010 por denunciar esse fato, na Chapada do Apodi. Mas essas vidas não contam para a ganância do agronegócio. E o pior é que, como pode ser lido na matéria, o IBAMA já “publicou um comunicado às empresas fabricantes para que sejam entregues estudos sobre os produtos. ‘Vamos reavaliar esses produtos e já pedimos às empresas fabricantes que entreguem novos estudos para decidirmos se vamos liberar seu uso ou não’”. É uma grande piada pedir à raposa que faça um laudo garantindo a segurança do galinheiro! Tania Pacheco.
11/12/2012 Stédile cobra reforma agrária do governo Dilma Há mais de 30 anos na luta dos trabalhadores rurais sem terra, João Pedro Stédile, um gaúcho descendente de italianos, ficou conhecido pela forma direta como manifesta suas opiniões políticas. O coordenador do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) avalia que o Brasil passa por um refluxo no movimento popular. Stédile dá nota oito para a presidente Dilma Rousseff e cinco para todo o governo, que para ele reúne setores da burguesia e dos trabalhadores. Eis a entrevista
11/12/2012 Stédile cobra reforma agrária do governo Dilma Há mais de 30 anos na luta dos trabalhadores rurais sem terra, João Pedro Stédile, um gaúcho descendente de italianos, ficou conhecido pela forma direta como manifesta suas opiniões políticas. O coordenador do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) avalia que o Brasil passa por um refluxo no movimento popular. Stédile dá nota oito para a presidente Dilma Rousseff e cinco para todo o governo, que para ele reúne setores da burguesia e dos trabalhadores. Eis a entrevista
11/12/2012 Agronegócio quer acabar com a agricultura camponesa, afirma sociólogo Para o sociólogo e professor da Universidade Central do Equador, François Houtart, diante da atual crise climática capitalista, a saída para a continuidade da humanidade está na construção de outra sociedade a partir da convergência dos movimentos sociais.
10/12/2012 Nota a respeito da Vara Agrária de Minas Gerais A CPT e Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade (AFES) divulgam nota conjunta sobre Vara Agrária de Minas Gerais. Segundo o documento, liminares são expedidas considerando só um lado do conflito, colocando o direito à propriedade como absoluto e ignorando o preceito constitucional da função social da terra. “As famílias de sem terra que utilizam do instrumento coletivo das ocupações de terra, visando pressionar o governo federal para desapropriar áreas improdutivas, que não cumprem função social, são sistematicamente consideradas como criminosas”, diz a nota. Leia na íntegra.
07/12/2012 Agricultura familiar pelo fim da miséria Embora a alimentação adequada seja considerada pela ONU o direito humano mais fundamental, quase 870 milhões de pessoas passam fome no mundo, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) sobre o biênio 2010-2012. As economias de baixa renda importadoras de alimentos estão enfrentando cada vez mais dificuldades no acesso a alimentos básicos. Neste cenário, como garantir o acesso a alimentos, em especial nos países em desenvolvimento?
07/12/2012 O uso indiscriminado de agrotóxicos é uma afronta ao direito a uma alimentação saudável No início de 2012, ano em que a Campanha da Fraternidade[2] foi sobre Saúde Pública, além de escrever alguns textos de apoio às lutas em defesa deste direito constitucional e para que ele se efetive de fato no chão da vida real, disponibilizei um vídeo de 2,5 minutos, no Youtube e em meu sítio www.gilvander.org.br , sob o título Feijão de Unaí está envenenado?
04/12/2012 Incra agiliza regularização de posse de terras O Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) vai zerar, até março de 2013, o passivo na certificação de imóveis que totaliza cerca de 36 mil imóveis em 20 milhões de hectares, afirmou ao Valor o presidente do Incra, Carlos Guedes de Guedes. A presidência da estatal modificou a forma de trabalho nas 30 superintendências regionais para agilizar o processo. O atraso na entrega do documento de posse impede a negociação de terras
03/12/2012 Estudo analisa políticas fundiárias no Brasil O relatório Políticas fundiárias no Brasil: uma análise geo-histórica da governança da terra no Brasil, que acaba de ser lançado, analisa a governança da terra a partir de uma perspectiva geo-histórica e os paradigmas acadêmicos de sistemas territoriais.
03/12/2012 O grande negócio agroalimentar Levando em conta que certos elos da cadeia alimentar exportadora já estão dominados por multinacionais (sementes, intermediação, etc.) e considerando também que os mercados de futuros estão abarrotados de investidores e especuladores, só resta um elo por conquistar: a terra. Ela está na alça de mira do capital. Eis aqui a grande ameaça para a soberania alimentar, especialmente nas nações e comunidades empobrecidas. O artigo é de Vicent Boix.
29/11/2012 Vitória! Assassinos de sem-terra são condenados no Paraná Após 14 anos, a morte do sem-terra Sebastião Camargo, de 65 anos em Marilena, no noroeste do Paraná, teve os seus dois primeiros réus condenados. Em julgamento que durou cerca de 17 horas, no Tribunal de Júri de Curitiba, o juiz da 2ª Vara Privativa, Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, condenou o dono da Fazenda Boa Sorte, Teissin Tina, a seis anos de prisão, por homicídio simples, e Osnir Sanches por 14 anos de cadeia por homicídio qualificado. Sanches integrava uma milícia particular dos fazendeiros da região.
29/11/2012 Governo contraria regra e aprova agrotóxico mais nocivo à saúde A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) contrariou procedimentos internos e aprovou, em fevereiro, a liberação de um agrotóxico mais nocivo à saúde do que outro que já estava à venda, com o mesmo princípio ativo e para o mesmo fim.
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