';

A Exploração do “Ouro Branco” nas Gerais e nas Cavernas – um breve histórico sobre degradação ambiental

07/09/2018

Alenice Baeta[1]

 Imagem 1- Extração de Salitre em Taparacá, na época, situada no Peru, que utilizava a mão de obra indígena.
https://diarioiquique.files.wordpress.com/2011/10/41923968_1.jpg                                                                                                                           

Estigmas sucessivos de antigos focos de explotação mineral são notórios e característicos, devido à longa história de extração de minerais nas inúmeras paisagens no estado de Minas Gerais; que carrega este nome não ao acaso. Todavia, há muitos estudos históricos sobre o ouro ‘dourado’ e o diamante, mas muito pouco sobre o chamado ‘ouro branco’, abaixo em foco.

O “ouro branco”, como também já foi chamado no passado colonial, já era conhecido pelos Incas antes da chegada dos espanhóis ao continente, pois já se fazia uso do caliche, um subproduto do nitrato de sódio, como fertilizantes para seus cultivos e atividades de plantio. Todavia, os espanhóis atribuem os descobertos de salitre somente em 1528 na região do Pampa Salitral Del Solo, conforme documento enviado para a corte espanhola. O caliche caracteriza-se também por um depósito esbranquiçado ou avermelhado encontrado em muitos solos do deserto, apresentando-se em forma de nódulos ou em grânulos minerais formados a partir da interação da água, gás carbônico liberado pelas raízes das plantas ou pela decomposição de matéria orgânica. (BAMBIRRA, 1978; VELÁSQUEZ, 2013) A obtenção natural do salitre se dá através de um processo conhecido como nitrificação, no qual bactérias convertem amônia em nitrato. (VELÁSQUEZ, 2013)

Chile, Peru e Bolívia possuem inúmeras jazidas e depósitos de salitre que foram exploradas e exportadas especialmente no século XIX. Neste período, toneladas foram enviadas em navios para a Europa em função de várias demandas econômicas, no entanto, os principais picos de comercialização estão relacionados à expansão da agricultura, das indústrias químicas e pela demanda da Primeira Guerra Mundial, precipitando fortes investimentos na indústria bélica. O Reino Unido, França e Alemanha eram os maiores importadores de salitre natural. (MARTNER, 1929; MARIN, 1931).

O Deserto do Atacama é conhecido por possuir atualmente uma das maiores reservas de salitre natural do planeta, pois a aridez excessiva permite que o salitre se preserve a céu aberto. Ambientes abrigados e sotopostos parecem muito propícios a sua constituição em outras regiões, especialmente as localidades mais úmidas, como cavernas.

Inicialmente utilizado de maneira artesanal, além do uso como fertilizante, o salitre era matéria prima na fabricação de pólvora e explosivos, além, de fósforos, produtos químicos e medicinais. Já na era industrial veio sendo utilizado também como agente oxidante.

Em função da potencial eficiência destrutiva, a fabricação de pólvora e explosivos sempre foi alvo de muito controle e preocupação por parte dos governantes e forças militares desde o início do período colonial na América, ainda denominada “Índias” pelas metrópoles na Europa.  Em 1571, por exemplo, o uso do salitre foi proibido no Peru pelo Rei da Espanha, Felipe II. “Ordenamos que não se possa fabricar pólvora em nenhuma parte das Índias, sem licença do governador ou do corregedor.” (HERNANDEZ, 1930 apud VELASQUEZ, 2013:18).

Após o período de retenção e controle das jazidas, anos depois com a forte demanda do mercado internacional conhecida como a ‘Bela Época do Ouro Branco’ ou ainda ‘Era do Guano’, o Vice-Reino do Peru contratou Tadeo Haenke, um cientista alemão que encontrou a fórmula para transformar a produção de nitrato de potássio de sódio em escala industrial. (CARIOLA, 1991)

Na França, foi criada a frente da Administração da Pólvora e do Salitre no final do século XVIII coordenada pelo famoso químico Lavoisier que demonstrava preocupação com os aspectos relacionados à produção e as explicações químicas envolvendo estes materiais. Em Portugal, a Universidade de Coimbra montou um laboratório destinado a desenvolver pesquisas com estes produtos, tamanha importância estratégica deste mineral. (FORMOSINHO & BURROWS, 2011)

A qualidade e a abundância de depósitos na América, por sua vez, estimularam o crescimento e desenvolvimento de salitreiras por parte de empresários e companhias estrangeiras que investiram em depósitos de várias localidades, sobretudo na região de Tarapacá, hoje Chile, mas que já pertenceu ao Peru.  Mas como todo ciclo econômico, o do salitre também entrou em colapso cuja decadência estaria também associada à Grande Depressão de 1929, reforçada pelo desenvolvimento da técnica da produção de amônia sintética por parte dos alemães Fritz Haber e Carl Bosch, permitindo a produção industrial de fertilizantes na própria Europa e o desinteresse comercial nas jazidas da América. Pedro Gamboni Vera, por sua vez, desenvolveu no Chile uma nova técnica para processar o nitrato quando foi criada uma maneira inédita de extrair o iodo, como um subproduto do salitre. (CARIOLA, 1991)

No Brasil, as preocupações da coroa portuguesa não foram muito diferentes da espanhola. No entanto, as iniciativas no trato do salitre no âmbito dos “naturais minerais” iniciam oficialmente na segunda metade do século XVIII, pois até esta época os ânimos estavam quase que voltados para a mineração do ouro e o salitre, ora extraído, seria de fontes naturais. As frente de explorações minerais utilizavam a mão de obra compulsória indígena e africana, por isto, também, a denominação para esta fase de “ouro de sangue”. (NEIVA, 2008)

Em ambientes cavernícolas, sejam eles no calcário ou em outras matrizes rochosas, a retirada de salitre causou a destruição de inúmeros vestígios paleontológicos e arqueológicos de muitas grutas e abrigos.  São vários os exemplos que temos de cavernas que foram palco da extração de salitre, mas talvez o local mais emblemático seja a Gruta do Maquiné, em Cordisburgo, situada na região da Área de Proteção Ambiental -APA Norte.

Um importante marco de referência da exploração do salitre foi a Carta Régia de 10 de abril de 1796 do Ministro da pasta da Marinha e Ultramar D. Rodrigo de Souza Coutinho ao Vice-Rei do Brasil. Neste documento ordenava que o professor régio no Rio de Janeiro, o mineiro João Manso Pereira, “o primeiro químico brasileiro”, fosse dispensado por dois anos para se dedicar exclusivamente ao “descobrimento das nitreiras naturais nas Barreiras de São Paulo”.   Ordenava apoio às diligências do naturalista e envio das amostras para o museu real, colhidas ao longo da pesquisa para investigações, e que lhe fosse permitido que utilizasse das fundições cadilhos ou quaisquer outros objetos para as suas análises mineralógicas e metalúrgicas durante as suas viagens.

Foi ainda incentivada a produção artificial do salitre em ambientes propícios, no caso, lugares quentes e úmidos. A priori grutas também poderiam ser ambientes propícios a estas experiências. O mesmo ocorreu com os naturalistas Francisco Vieira Goulart contratado para fazer descrições mineralógicas e econômicas da Capitania de São Paulo investigando depósitos de salitre e João da Silva Feijó, encarregado de tarefa similar, porém, na Capitania do Ceará. (VARELA, 2009)

Quando ocupou a pasta da Marinha e do Ultramar, uma das principais preocupações da coroa, e consequentemente, de d. Rodrigo, era resolver a dependência portuguesa da importação de potassa e de salitre, problema que comportava uma vertente científica. A potassa era a matéria-prima essencial para, além do vidro e do sabão, o branqueamento de tecidos, de papel, do açúcar, e no preparo de medicamentos e tinturas“. (VARELA, 2009: 35)

A conjuntura internacional exigia muitos cuidados por parte de Portugal com os aparatos militares e de segurança e o investimento em artefatos bélicos seria nesta ocasião imprescindível para a sua defesa tanto na Península Ibérica como no litoral Atlântico. Toda a América portuguesa começa a ser vasculhada.

O Brigadeiro e Engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim especialista em armamentos e técnicas de artilharia insiste na importância capital do salitre na atividade militar (curiosamente, foi este militar também responsável pelo planejamento urbano da cidade de Mariana, no século XVIII). Em um de seus escritos discorre sobre os componentes da pólvora:

“Acha-se em cavernas húmidas, abobedas frescas, paredes velhas demolidas; e em pedras muito tempo expostas ao ar que lhe introduz as suas partículas; donde vem chamar-se a este salitre salpetae ou salitre de muro.” (FORMOSINHO & BURROWS, 2011: 128)

Em 1797, D. Rodrigo, emite carta para Melo Castro recomendando todo o “disvelo” em suas vistorias pelo interior, afirmando ainda: “Este gênero pelo preço a que tem subido, e pela necessidade que há dele para a nossa fábrica de pólvora, faria um artigo de primeira se o pudéssemos ter em nossas colônias.” Envia um manual impresso intitulado: “Memória sobre a prática de se fazer o salitre”, de autoria desconhecida. A partir desse exemplar e demais manuais distribuídos para donos de engenhos e interessados, se percebe o incentivo à produção das nitreiras artificiais e de seus experimentos. Foi enviada uma missiva ainda em 1799 ordenando que se procurasse com a maior eficácia a produção do salitre tanto em nitreiras artificiais como naturais, reiterando ser este produto privativo à Fazenda Real. (VARELA,2009)

Manso Pereira teve um parceiro na empreitada da produção do salitre artificial, o naturalista José Vieira Couto que desenvolveu um projeto para construção de salitreiras em Monte Rorigo (Serra do Cabral) na Capitania de Minas Gerais.  (COUTO, 1809; VARELA, 2009) Importante província arqueológica. Couto buscou conciliar a exploração de jazidas naturais com a criação de salitreiras artificiais dificultando o uso predatório das mesmas. (PEREIRA, 2014). O mineiro frade franciscano Mariano da Conceição Veloso, foi um dos primeiros ilustrados a integrar a rede criada pelo ministro participando das pesquisas sobre o salitre visando elaborar publicações, tendo descrito ainda o uso da terra e do solo. Suas ilustrações se tornaram ricas fontes iconográficas e etnográficas para a historiografia brasileira. Pequenas Jazidas de exploração nesta capitania chegaram a abastecer a Fábrica de Pólvora de Vila Rica, no centro das minas, além da Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro (CAMPOS, 1999; PEREIRA, 2014)

 

Imagem 2- Ilustração de VELOSO, José Mariano da Conceição, de 1806. Tratamento, cultivo do solo e instrumentos de trabalhos por parte dos nativos. Esta obra ilustrada buscava instruir os ‘agricultores’ brasileiros.

http://hitchcock.itc.virginia.edu/SlaveTrade/collection/large/JCB_72-196-23.JPG

 

Em 1803 José Vieira Couto, informa sobre o envio de “dois caixões de salitre extraídos das nitreiras naturais de Monte Rorigo” da Serra do Cabral. (ABLB, 1803) Escreveu importante obra etnográfica intitulada: “Memória sobre as salitreiras de Monte Rorigo: maneira de auxiliar por meio das artificiais a refinaria do nitrato de potassa, ou salitre”, publicada somente décadas depois.

Segundo Couto existiria uma grande semelhança entre as condições das salitreiras artificiais e aquelas naturais, nas cavernas. Ele descreve em detalhes como se deveria construir uma salitreira artificial para, em seguida passar às explicações químicas dos processos envolvidos. Uma questão importante para todos os interessados em produzir salitre artificia mente estava em escolher e preparar as terras denominadas ‘pais de azoto’.” (FORMOSINHO & BURROWS, 2011: 140 – O grifo é meu) 

 

Imagem 3- Capa original do opúsculo escrito em 1803 de José Vieira Couto, publicado em 1809.

O barão de Eschwege em 1813 foi enviado pela coroa à Minas, quando notou que,  “como não se poderá fazer naqueles sertões incultos salitreiras artificiais, assim como indica a arte, será um grande remédio, ao menos de conservar as salitreiras naturais“. A partir das observações e publicações de Vieira Couto, Eschwege fez ainda uma série de sugestões destinadas à preservação das jazidas naturais, que costumavam ser exploradas até a exaustão. (PEREIRA, 2014. O grifo é meu)

O botânico A. Saint Hilaire dentre outros naturalistas que estiveram nas Minas Gerais visitou cavernas onde estava sendo extraído o salitre na ocasião de sua visita. Há um interessante relato na caverna Lapa Grande, em Montes Claros, na época Formigas, que descreve o cotidiano e dificuldades de tal exploração.

 “Por ocasião de minha viagem havia três anos que se tirava terra salitrada dessa caverna, e ela se prolongava muito adiante sob a rocha, formando várias sinuosidades. Penetrei até o lugar a que tinham chegado os trabalhadores, caminhando quase sempre encurvado (…) o rochedo serve de cobertura a essa galeria; por toda a parte a terra é muito fortemente salitrada; quanto ao mais não vi nada que me parecesse digno de nota. A postura, que se é obrigado a tomar na caverna, não permite que se tire a terra nessas grandes bacias denominadas bateias, que estão em uso no País. Empregam-se, por isso, carretas extremamente pequenas, semelhantes a brinquedos de crianças, e que são feitos pelo modelo dos grandes carros de boi. O que me pareceu muito digno de nota, é que os próprios filhos do proprietário é que trabalhavam na extração do salitre. Os mais velhos cavavam o solo e conduziam o carro de boi destinado a transportá-los; os mais jovens tomavam essa terra em tinas e atiravam=na para o carro. Os trabalhadores queixavam-se bastante de uma pequena mosca que os incomodava horrivelmente. A caverna era também, ao que parece, o asilo de uma grande quantidade de morcegos; mas como se tinha acabado de escorraçá-los, não vi nenhum. (SAINT-HILAIRE, 1975: 325)

A Gruta do Salitre, em Diamantina, como outras cavernas quartizíticas ou areníticas, da região, pode ter sido mais um local de extração de salitre no alto Jequitinhonha, visando abastecer, sobretudo, as necessidades bélicas do Distrito Diamantino e da Capitania.  Possivelmente, a quantidade ali retirada teria sido insuficiente para atender todas as demandas. Segundo comunicação pessoal, o geólogo Friedrich Renger, informa que seria provável que pudesse ter tido salitre nessa gruta, pois, não é imprescindível a presença de calcário, tendo em vista que o salitre se forma a partir do nitrogênio de excrementos animais com a reação de potássio (ou às vezes, de sódio) presentes no solo, proveniente da decomposição de feldspatos ou de micas pelas águas de chuva ou simplesmente por reação com águas percolantes no mesmo.

Peter W. Lund, paleontólogo dinamarquês que pesquisava cavernas calcárias em Minas Gerais no final do século XIX, reforçando a visão de Eschwege sobre a necessidade de se conservar as salitreiras naturais, teria alertado o governo que a exploração desenfreada de salitre e de calcita estava destruindo as cavernas e os fósseis nelas contidos; mas parece que sua denúncia também teria sido ignorada. A calcita, por sua vez, era utilizada para a correção da acidez do solo e cal na produção de argamassa. “Parece-me ocioso aqui mencionar os estragos mecânicos aos quais ficaram sujeitos alguns ossos, nas grutas onde foi explorado salitre”. (MATTOS, 1938:26. O grifo é meu.)

A Gruta do Sobrado, vizinha da Lapa do Sumidouro, situada no interior do Parque Estadual do Sumidouro-PESU, que abarca os municípios de Lagoa Santa e Pedro Leopoldo é um importante exemplo, se a associarmos às denúncias do naturalista Peter Lund e às suas constantes preocupações sobre a conservação das cavernas, onde a retirada mineral devastou inúmeras cavidades.

Imagem 4- Gruta do Sobrado, devastada pela retirada de calcita. No teto deste salão, há pinturas rupestres pré-coloniais residuais. Parque Estadual do Sumidouro-PESU, Carste de Lagoa Santa, MG. Foto: A. Baeta.

 

A devastação ambiental só não foi maior devido à dificuldade do translado dos caixões de salitre nos terrenos acidentados de Minas Gerais, que o tornava raro e caro.

O que se conclui, a partir deste panorama histórico é que houve uma distância entre a teoria e a prática na produção e exploração do salitre e da calcita em Minas Gerais, pois houve falta de recursos e planejamento. A consequente pressa em obter resultados rápidos e lucros, na ocasião, culminou em uma série de problemas de ordem operacional, cronológica e logística, além da destruição de várias salitreiras naturais até o seu esgotamento, inclusive, em ambientes cavernícolas. As marcas destas antigas explorações fazem parte da história de várias localidades do estado, em especial, do Carste de Lagoa Santa, região da Serra do Cabral e do antigo Distrito Diamantino.

A degradação ambiental oriunda das atividades minerais foi marcante nos períodos colonial e imperial, deixando estigmas em paisagens e territórios, que são recorrentes na denominada fase republicana pelas novas frentes capitalistas de exploração mineral, porém, muito mais vultuosas e degradantes… indicando claros sinais de esgotamento, haja vista, dentre outros exemplos,  a emblemática “Tragédia de Mariana” ocorrida em novembro de 2015, quando a barragem Fundão se rompeu despejando 62 milhões de metros cúbicos de rejeito e lama, assolando o vale do rio Doce que abrange 230 municípios situados nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, atingindo inúmeras famílias, comunidades e povos tradicionais, dentre eles, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas, patrimônio arqueológico e  toda uma biodiversidade. (BAETA, 2016 a e b) Esta vem sendo considerada a pior e a maior tragédia sócioambiental da história brasileira, fruto de uma política extrativa permanente. Como bem apontado pela antropóloga Andrea Zhoury (2015): “Extração bruta de minério não pode ser considerada atualmente riqueza… não podendo ser tratada como desenvolvimento.”

Como exposto, o naturalista dinamarquês Peter Lund, considerado o “Pai da Paleontologia Mineira”, já no século XIX havia alertado às autoridades sobre o grande perigo da exploração de minérios que estaria destruindo fósseis e suas paisagens… a sua denúncia continua sendo ignorada, juntamente às muitas outras vozes de alerta e de preocupação.

NÃO ESQUEÇA MARIANA.

 

 Referências Bibliográficas

ABLB- Arquivo da Biblioteca Luso Brasileira Coleção Resgate MB (1680-1832) Manuscrito.

BAETA, A. Rio Doce: proteção urgente de suas memórias e paisagens. In: Combate Racismo Ambiental, 8 de Março de 2016a. https://racismoambiental.net.br/2016/03/08/rio-doce-protecao-urgente-de-memorias-e-paisagens/

BAETA, A. Bento Rodrigues sob a ótica de Nelson Rodrigues: Um ano de lama e caos no Rio Doce In: Combate Racismo Ambiental, 19 de Outubro de 2016b. https://racismoambiental.net.br/2016/10/19/bento-rodrigues-sob-a-otica-de-nelson-rodrigues-um-ano-de-lama-e-caos-no-rio-doce/

BAMBIRRA, Vânia.  El Capitalismo Dependiente.  México: Siglo XXI, 1978. 181p

CAMPOS, Fernanda Maria Guedes de et al. (Org.) A Casa Literária do Arco do Cego (1799-1801)- bicentenário: “sem livros não há instrução”. Lisboa: Imprensa Nacional; Casa da Moeda; Biblioteca Nacional,1999.

CARIOLA, C. Um século de História Econômica do Chile (1830-1930). Santiago do Chile: Univ. Editorial, 1991.

COUTO, José Vieira. Memória sobre as salitreiras naturaes de Monte Rorigo; Maneira de as auxiliar por meio das artificiaes; Refinaria do Nitrato de Potassa, ou Saitre; Escrita no ano de 1803. Rio de Janeiro: Impressão Régia. 1809.

FERRAZ, M. H. M. A produção do salitre no Brasil Colonial. In: Química Nova, Vol. 23, n. 6, São Paulo, Dec. 2000.

FORMOSINHO, S. & BURROWS, H. Sementes da Ciência: livro de homenagem a Antônio Marinho Amorim da Costa. Ed. Autores, Coimbra, 2011.

HERNANDEZ, C. R. El salitre- Resumen histórico desde seu descobrimento y explotacion. Valparaiso : Ficher Hermanos, 1930.

MATTOS, A. P. de Pré-História Brasileira- vários estudos, Ed. Brasiliana, 1938.

MARTNER, D. História Econômica de Chile. Estabelecimientos Ballales, Santiago, 1929.

MARIN, V. S. El Salitre de Chile. Santiago: Nascimento, 1931.

NEIVA, S. “Ouro de Sangue” – o documentário sobre a violência da mineração em Paracatu. In: Combate Racismo Ambiental, 11 de janeiro de 2012.  https://acervo.racismoambiental.net.br/2012/01/11/ouro-de-sangue-o-documentario-sobre-a-violencia-da-mineracao-em-paracatu/

PEREIRA, M. R. de M.  Dom Rodrigo e Frei Mariano: A política portuguesa de produção de salitre na virada do século XVIII para o XIX. Topoi ,vol.15 no.29, Rio de Janeiro, July/Dec. 2014.

SAINT-HILAIRE, A. Viagem pelas Províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia, 1975.

VARELA, Alex Gonçalves. Atividades científicas na “Bela e Bárbara” Capitania de São Paulo (1796-1823). São Paulo: Annablume, 2009.

VELÁSQUEZ, D. E. P. O Ciclo do salitre e as origens da indústria na história econômica do Chile. (Monografia Licenciatura em História) UFRS, Porto Alegre, 2013.

VELOSO, José Mariano da Conceição O Fazendeiro do Brasil, vol. 2, Lisboa, 1806.

VELOSO, José Mariano da Conceição (Ed.) Alographia dos Alkalis Fixos Vegetal ou Potassa Mineral ou Soda e dos seus Nitratos, segundo as melhores Memorias Estrangeiras que se tem escripto a este assumpto. Lisboa: Officina de Simão Thaddeo Ferreira, 1798.

ZHOURY, A. Entrevista ao programa Opinião Minas: “Andréa Zhouri sobre Mariana e a mineração: Estamos assistindo à reprimarização da economia. Isso não é desenvolvimento.” https://acervo.racismoambiental.net.br/2015/11/09/mineracao-e-acidentes-ambientais-entrevista-com-andrea-zhouri/

 

 

[1] Doutora em Arqueologia pelo MAE/USP; Pós-Doutorado no Departamento de Antropologia e Arqueologia na FAFICH/UFMG; Mestra em Educação pela FAE/UFMG; Historiadora e integrante do CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – www.cedefes.org.br ). Este texto, menor, foi originalmente publicado na forma impressa no Jornal IN SITU n.3, ano 2016, em Lagoa Santa.